domingo, 18 de março de 2012


Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".

No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo para reclamar de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.Beijar na boca é bom? Claro que é! Manter-se sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que "toda ação tem uma reação"? Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida.

Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc..

Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de cultivar a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada.

Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu - afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga apenas o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.

Já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi transmitida nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo) vendem (na maioria das vezes) a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.

Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optar. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão!!!

A vida ensina e olha que só tenho 21 anos..e jah aprendi por um de 40,crescemos e vivemos os fatos cada dia mais cedo e olha que a vida nem nos da um manual de como viver ou optar pelas escolhas,então como diz o famoso ditado:é vivendo que se aprende...ABRÇS

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Meu Pensamento sobre o "BBB"!!!


Tudo bem, eu admito… Sempre assisti o BBB… Posso dizer que sou uma pessoa com certo nível de cultura, e quem me conhece, pode confirmar. Mas não vejo ligação entre “ler um livro” e assistir Bbb, até porque tenho uma média de 6, 7, 8, já li 18 livro em um mês. Mas assisto. Até pra ver como é a reação do ser humano ao convívio forçado com desconhecidos, e a impossibilidade de esconder o próprio “eu” por muito tempo. E é impressionante como as coisas se repetem ano a ano… Agora, o que me irrita, e li há pouco, são certos BBBs que insistem em falar que há gente que não merece o prêmio por já ter boas condições fora da casa, ou por serem capazes de conseguir algo melhor fora. Alguns poderão me chamar de “homofóbico” por esta declaração, mas não seriam os tais preconceituosos, pagando de “pobrinhos” para a sociedade, tentando comover o povo que vota a deixar só quem “merece” lá naquela casa boba?
Esse tal BBB, pelo que sei, é um jogo, se convivência e sobrevivência. Quem decide o merecedor é o povo que assiste, não? E não há regras sobre poder aquisitivo, ou “poder de se dar bem lá fora”, há?
Por estas coisas vemos um reflexo da sociedade, em geral. Os que dizem sofrer preconceito são tão preconceituosos quanto. Os que são pobres, ou que tem menos poder aquisitivo, fazem questão de se colocarem à margem da sociedade, como coitadinhos, desprezados.
A vida não é um jogo, como o BBB, a vida tem que ser ganha no dia a dia. Não temos as mesmas oportunidades de, em um dia, acordarmos milionários e resolvermos nossos problemas. Temos que “correr” atrás…
A vida é mais que um jogo de sobrevivência. Talvez o BBB explore algo que a sociedade ainda não aprendeu: que o tempo derruba máscaras!
Diria aos “pobrinhos” coitadinhos do BBB que se quisessem melhores condições, trabalhassem para tal. A vida é assim, todos nós temos que ir atrás dos nossos sonhos, nem sempre agentes globais batem à nossa porta oferecendo um milhão e meio.
Um jogo, em qualquer âmbito, campo, quadra, tabuleiro, é vencido por quem joga melhor, e não por quem merece… É só olhar os resultados de alguns jogos por aí para corroborar…
Ainda que o povo vote mais por identificação, não é burro, e jogadas erradas não são perdoadas.
Sinceramente, foi o meu texto mais inútil, mas um dia eu falaria sobre isso.
Joga quem pode, ganha quem joga melhor. Merece? Ora, por merecimento, qualquer um de nós diria que deveria estar lá, deveria ganhar na loteria, ser presidente, blá, blá, blá…
Um abraço
Nando Muniz...

sábado, 7 de fevereiro de 2009




Tempo é Dinheiro, Carreira, Família, Lazer, AmigosEle é um dos maiores luxos do mundo moderno. Aprenda a identifi car como o tempo é desperdiçado no cotidiano e saiba que medidas adotar para viver melhor, e sem culpa, no trabalho e na vida pessoalEliane Lobato
Fazer exercícios físicos é uma das clássicas resoluções de Ano-Novo. De olho no verão, e após a fartura das festas de Natal e Réveillon, o mais comum é ouvir (e fazer) promessas de perder as gordurinhas e entrar em forma para melhorar a saúde e a autoestima. Embora, em tese, a ginástica figure como prioridade na agenda, costuma ser a primeira atividade cortada na correria do dia-adia. Falta de tempo é a desculpa mais comum. É o cansaço do trabalho, o resfriado do filho, o encontro com os amigos, tudo vira justificativa para não suar a camisa.
Tempo é, muitas vezes, uma questão psicológica. É uma opção que fazemos até inconscientemente. Nem sempre a escassez de horas, algo de que nos queixamos tanto, é uma questão física. Pode ser uma "realidade psicológica", termo usado pelo professor Hilário Franco Júnior no livro O ano 1000, no qual lembra que o tempo não passa na mesma velocidade para todas as pessoas em todas as circunstâncias. Saber disso, porém, não alivia a angústia de chegar ao fim do dia, do mês ou do ano e constatar que não deu à família a atenção que devia, não fez aquele MBA tão importante, não viajou para a sonhada ilha paradisíaca, não viu os filhos crescerem, etc. Tempo, como disse o sociólogo italiano Domenico De Masi, é um dos maiores luxos do século XXI. E há maneiras de usufruir melhor dele.
Autor do livro O ócio criativo, De Masi prega algo que a consultora de marketing pessoal Maura Cruz Xerfan, do Laboratório de Ideias, diz estar cada vez mais raro: "O ócio está sendo banido. Falta tempo para ele", afirma. É hora, portanto, de buscar alternativas e novas maneiras para viver melhor. Se não for possível tirar férias prolongadas, a consultora sugere reservar pelo menos 20 minutos, diariamente, para não fazer nada. Mas cuidado para não gastar esse momento repetindo a constatação da pesquisa realizada pela consultoria Maris Antropos Consulting, na França: vivemos 75% do tempo no passado, 25% no futuro e apenas 5% no presente. Um equívoco que joga a vida fora, de acordo com o escritor indiano Deepak Chopra, o profeta das medicinas alternativas, como descreveu a revista Time. "O presente é uma dádiva e por isso se chama presente", defende Chopra. E, se a vida moderna criou problemas, também inventou soluções. "O audiobook é uma forma de aproveitar o engarrafamento para escutar o livro que você não tem tempo de ler", sugere Maura. E arremata com uma dica importantíssima: "É preciso ter discernimento entre o que é fundamental, essencial, importante, urgente, e o que pode ser deixado para depois."
Pesquisa do portal Administradores. com.br ouviu, no ano passado, 2.004 profissionais de todo o País, entre executivos, empreendedores e acadêmicos, e apenas 20% deles se consideram capazes de ocupar as horas do dia de forma objetiva. "Já esperávamos esse resultado porque a falta de tempo é o mal moderno", diz o editor Leandro Vieira, formado em Empreendedorismo pela Harvard Business School. Dos entrevistados, 36% assumiram não saber gerenciar o tempo e 45% disseram que conseguem "mais ou menos." Outro estudo também realizado no ano passado em 12 países pela Proudfoot Consulting com 1.276 gerentes de nível médio revelou que 34,3% das horas trabalhadas são improdutivas - o que significa jogar fora 85 dias de labuta por ano. No Brasil, segundo a pesquisa, quase metade do tempo de trabalho de quem devia estar comandando e criando é gasto em reuniões infrutíferas, rotina administrativa e checagem de e-mail.